Navegar pela rede tornou-se mais que um hábito e transformou-se numa necessidade.
Entre uma aba e outra, mudamos o ritmo, as páginas e as buscas desenfreadamente.
Há 12 anos passar horas e horas conectados era sinônimo de um ser um tanto quanto anormal. No mínimo antissocial. Quantas pessoas relatavam: - Conheci alguém pela web e hoje somos namorados. Nem todos os navegantes eram dotados de coragem para relatar as conquistas "além mar".
Hoje, as redes sociais dão uma nova conotação às viagens cibernéticas. Agora as redes são "humanas", ou melhor, sociais. Ali estão os amigos, os contatos profissionais, os amores, os casos antigos.
Cumprimentar um amigo tornou-se mais simples. Basta deixar um registro no mural ou o famoso scrap para se lembrar de uma comemoração importante e, principalmente, do aniversário.
Mas nada como ligar ou encontrar nossos afetos para dizer pessoalmente o quanto são importantes em nossa vida. As redes sem dúvidas ampliaram e facilitaram a capacidade de nos comunicar. Mas as necessidades pessoais são as mesmas e estar diante de um grande amigo ou daquele que amamos para compartilhar momentos e sensações são insubstituíveis.
Um conto de Rubem Braga, "Recado ao senhor 903" relata as relações sociais num condomínio, em que as pessoas são tratada por números ordenados e organizados para não incomodar a sociedade.
Hoje, somos avatares, @mramos @ssantos, dotados de tantos perfis e senhas nem todos integrados.
Entre tantos bits continuamos números, mas com alguma identificação e muito mais interação. Mas entre tantas abas e oportunidades, a mensagem do conto permanece a mesma.
Não importa o canal nem o meio, mas (...) que me seja permitido sonhar com outra vida, cantar, bailar, celebrar o dom de viver e, especialmente, a amizade entre os humanos, o amor e a paz.
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