Sonhos enobrecem os seres
Fortalecem as causas e retomam os desejos mais íntimos
E se há vida, há possibilidade
De ouvir, sentir, ajustar os passos e se entregar à dança, ao momento!
"El señor tango"
Numa rua em Buenos Aires, num bairro longínquo
Num dia de sol, ao entardecer ou junto à chuva, nada importa!
Quem sabe um dia? E que seja breve e inesquecível
Por inteiro e não pela metade
sábado, 25 de outubro de 2014
domingo, 11 de novembro de 2012
Cartas e correspondências: memórias e projetos
Com a era digital receber e-mails, scraps, comentários e curtições tornou-se comum. Mas e as cartas? Aqueles envelopes tão esperados que nos enchiam de esperança, ansiedade e às vezes eram tão aguardados?
Quando chegava o carteiro era aquele alvoroço. Entre as correspondências mais comerciais, sempre vinham os envelopes tradicionais com letras já conhecidas. Em pouco tempo rasgávamos pela lateral ou pela parte superior e deliciávamos com notícias distantes, saudosas e muito especiais. E isso já nos inspirava à escrita, sentir a caneta no papel e deixar transparecer toda a saudade, desejos e vontades para o outro destino.
Lembro-me que quando pequena meu pai viajou e passou muitos dias fora de casa. Ousei lhe escrever com tanto amor e carinho e postei a carta com apenas um selo. Na verdade fora o primeiro que encontrei pela frente. Contei à mamãe toda empolgada, mas ela disse que o selo não fora suficiente, porque cada um tinha um valor e para mim bastava um único. A minha surpresa foi que a carta chegou e papai recebeu com muito amor e carinho as minhas palavras. Ele ficou tão emocionado que nos brindou com um telefonema, naquela época muito mais mais difícil quando se tratavam de lugares distantes. Foi a melhor sensação da infância.
Outros grandes amigos também trocavam palavras e impressões por cartas e muitas vezes eu esperava pelo carteiro e corria alegremente para checar se havia envelopes para mim. Nas épocas de Natal, a família enviava muitos cartões e passávamos horas colando selos e envelopes e quando pequenina meu pai dizia que todas aquelas cartas eram para o Papai Noel. E eu dormia sonhando com este espírito feliz e com a certeza que o bom velhinho jamais se esqueceria de mim. Fossem pelas atitudes e pela grande insistência!
E você tem recordações seladas por cartas
Recordar é viver!
No próximo post, escreverei sobre ideias e um novo projeto!
Quando chegava o carteiro era aquele alvoroço. Entre as correspondências mais comerciais, sempre vinham os envelopes tradicionais com letras já conhecidas. Em pouco tempo rasgávamos pela lateral ou pela parte superior e deliciávamos com notícias distantes, saudosas e muito especiais. E isso já nos inspirava à escrita, sentir a caneta no papel e deixar transparecer toda a saudade, desejos e vontades para o outro destino.
Lembro-me que quando pequena meu pai viajou e passou muitos dias fora de casa. Ousei lhe escrever com tanto amor e carinho e postei a carta com apenas um selo. Na verdade fora o primeiro que encontrei pela frente. Contei à mamãe toda empolgada, mas ela disse que o selo não fora suficiente, porque cada um tinha um valor e para mim bastava um único. A minha surpresa foi que a carta chegou e papai recebeu com muito amor e carinho as minhas palavras. Ele ficou tão emocionado que nos brindou com um telefonema, naquela época muito mais mais difícil quando se tratavam de lugares distantes. Foi a melhor sensação da infância.
Outros grandes amigos também trocavam palavras e impressões por cartas e muitas vezes eu esperava pelo carteiro e corria alegremente para checar se havia envelopes para mim. Nas épocas de Natal, a família enviava muitos cartões e passávamos horas colando selos e envelopes e quando pequenina meu pai dizia que todas aquelas cartas eram para o Papai Noel. E eu dormia sonhando com este espírito feliz e com a certeza que o bom velhinho jamais se esqueceria de mim. Fossem pelas atitudes e pela grande insistência!
E você tem recordações seladas por cartas
Recordar é viver!
No próximo post, escreverei sobre ideias e um novo projeto!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
{s2} Encapsulados (...)
Ei você do outro lado...
Não podes me ouvir, mas pode ler e receber minhas palavras, meus gestos.
São simples, sinceros, pequenos e tão significativos...
Mas sentir ultrapassa qualquer fronteira, qualquer barreira e não há limites para a verdade.
Leia, reflita e como eu sinta e receba toda energia e luz que emana no universo
Não há distâncias nem limites quando se quer de verdade.
Busco a sinceridade e cada vez mais percebo que a beleza está na simplicidade e no verdadeiro modo de amar!
"Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente." (Clarice Lispector)
Não podes me ouvir, mas pode ler e receber minhas palavras, meus gestos.
São simples, sinceros, pequenos e tão significativos...
Nunca imaginava que este contato seria viável
Mas sentir ultrapassa qualquer fronteira, qualquer barreira e não há limites para a verdade.
Leia, reflita e como eu sinta e receba toda energia e luz que emana no universo
Não há distâncias nem limites quando se quer de verdade.
Busco a sinceridade e cada vez mais percebo que a beleza está na simplicidade e no verdadeiro modo de amar!
"Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente." (Clarice Lispector)
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
caminhos....
ser mais grato a tudo e a todos que a vida nos proporciona
por vezes os caminhos são sinuosos, escuros
talvez para treinar nossa percepção, nossa astúcia e, principalmente, a persistência
muitas vezes o caminho é leve, os passos se alargam
por hora surge o cansaço, uma ponta de desânimo, mas que não nos faz desistir
olhe para o céu, seja ele azul, cinzento ou avermelhado
as impressões podem ser nubladas, mas sempre há o sol entre as nuvens que aquece, ilumina e torna os dias e as horas mais agradáveis e reforça o sentimento de que é preciso aprender e apreender todas as impressões!
somos eternos aprendizes nesta longa jornada....
terça-feira, 12 de julho de 2011
Ah Neruda!!
Se estivesse vivo, hoje, Neruda completaria 107 anos. Conheço pouco deste poeta, mas mesmo assim, intensamente, pela admiração e inspiração para tantos sentimentos.Lembro-me da algumas cenas do filme e às vezes busco pequenas frases, versos e poemas que expressam a grandiosidade deste ser.
Admiro-me com a construção das palavras, do ritmo e da percepção que elas entoam em cada interpretação e entendimento.
Ah Neruda... quanta inspiração!!!Mesmo se tornando estrela, sua presença permanece viva e intensa em nossas almas!
Sê
Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.
Pablo Neruda, sempre......
quarta-feira, 6 de julho de 2011
O que seria de nós se não existissem as interações?
Na atualidade esperamos uma resposta ou um "reply" às nossas mensagens, um curtir dos amigos, um compartilhar das nossas redes e uma intensa vibração nestas múltiplas conversações.
Mas me lembro do passado. Das cartas aos amigos, ao namorado e a espera de uma resposta.
A chegada do carteiro era comemorada. O ritual da checagem das correspondências em busca de remetentes conhecidos também era constante.
E havia os selos, os diferentes tipos de envelopes e a famosa "carta social" que custava menos.
Veio-me à memória uma carta que redigi a meu pai que passaria alguns dias bem distante. Os selos não eram suficientes, mas mesmo assim ela foi postada. Como agradeci aos Correios e senti todo o amor e carinho que ali depositei, além das palavras e da imensa saudade.
Assim é a vida, sempre em busca de respostas, sempre cheia de diálogos e principalmente de entendimentos, colaboração e reciprocidade.
domingo, 26 de junho de 2011
Tempo, tempo...... só o tempo... quanto tempo!!!!
Uau.... muito tempo passou, muitas águas rolaram e o espaço ficou vazio assim como muitas sensações, impressões e valores.
Tantas mudanças vieram e outras estão ali, batendo à porta, sem pressa, sem medo, mas só esperando uma confirmação.
Nada melhor do que ter a chance de recomeçar ou de criar uma nova história, um novo caminho e apurar o olhar, a percepção para tudo que realmente valha a pena.
Novos tempos... aprendizado e, principalmente, um jeito diferente para caminhar, amar e aprender....
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